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sábado, 28 de novembro de 2015

Capítulo 2 - Segunda temporada

-Eu não entendo porquê as mulheres desejam tanto isso, de verdade. –V resmungou acariciando a barriga. –É um masoquismo sem tamanho.
-Sem tamanho é a sua língua, garota. Quer ser linchada aqui? –Olhou ao redor e sorriu falsa para um casal que encarava Vanessa. –Hormônios, sabem como é.
-Eu não aguento mais isso. –V choramingou vendo Chace vindo em sua direção. –Eu vou do lado dele.
-Mas foi você quem pediu pra eu ficar do seu lado.
-Mudei de ideia, Victoria. –Bufou.
-O que você pretende fazer?
-Nada. –Deu de ombros.
-Vanessa...
-Não é nada, que coisa.
-Olha lá, hein? Ele está péssimo pelo jantar de vocês. Você foi muito cruel com ele e...
-Você é psicóloga também?
-Insuportável. –Victoria resmungou e viu Chace do seu lado. –Não me olhe assim, ela está terrível ultimamente.
-É, eu sei, mas ainda é a minha esposa. –Ele disse passando um braço pelos ombros morenos.
-Se engulam, então. –Cruzou os braços. –Não entendo! Ficam de melação e contra mim, mas não sabem brigar sem gritar meu nome depois.
-Ok, chega de conversa afiada. –V revirou os olhos. –Já chamaram o nosso voo, amor.
-Eu ouvi. Vamos então?
-Não. –Choramingou e Chace negou com a cabeça. –Odeio conexões.
-Pelo menos a gente pode descer do avião e lanchar. –Ele disse a abraçando. –Não é sempre que isso acontece.
-Vou chegar um caco no Texas.
-Temos dois dias para nos recuperarmos antes do almoço em família. –Desdenhou. –Só quero vê a cara do meu pai quando vê sua barriga. Não tem como você usar algo que aumente o tamanho?
-Eu vou ver o que posso fazer.
-Ok. –Abriu um pequeno sorriso e a ajudou a subir as escadas. –Qualquer coisa é só me chamar. –Avisou depois que ela se acomodou na poltrona.
-Você vai ficar comigo. –O puxou.
-Vou?!
-Vai, já falei com a Victoria.
-Ahn, ok. –Viu Victoria no lugar que antes era dele e sentou ao lado de Vanessa. –Se sente mal?
-Eu só quero a sua companhia, Chace. –Disse pegando a mão dele e trazendo para a barriga. –Ele sentiu sua falta da Índia até aqui.
-Ah, claro. Ele.
-E eu também. –O olhou. –Eu te amo, poxa. Só te odeio as vezes, mas sempre foi assim.
-Não com agressões.
-Sou uma nojenta sem coração.
-Isso é desculpa esfarrapada!
-E que culpa tenho eu se não sei o que está acontecendo comigo? Até tento, mas não consigo controlar isso. É mais complicado do que parece se sentir inchada, gorda, feia e pesada. Vocês acham lindo, mas só eu sei como me sinto com tudo isso. –Suspirou. –É confuso e estressante demais. Não quero passar por isso novamente.
-Filho único? Sério?! Isso é horrível, Vanessa.
-Não podemos adotar um cachorro?
-Um cão não é um irmão. Eu tive irmã, mas era como se ela não existisse. Sempre fui sozinho e sei como é isso. Não quero o meu filho passando por isso, ainda mais se for menina.
-Que bom que você tocou no assunto. –Sorriu levemente. –Eu pensei em fazer uma surpresa, mas não consigo segurar. Eu vou fazer uma ultrassom em Salinas.
-Sério?
-Sim. –Riu com a animação dele. –Minha mãe vai me obrigar de qualquer maneira, mas confesso que estou curiosa.
-E não acha mais que é menino?
-Chace, eu sei que é um menino. –Revirou os olhos. –Não pergunte como, eu só sei que sei.
-Vamos precisar comprar as coisas pra ela, então.
-Ele! Só porque eu quero ultrassom, não significa que não é menino.
-Posso sonhar, não posso?
-Com o filho de outro. Meu menino é menino e fim de papo.
-E se for uma menininha?
-É menino, criatura. –Riu. –Vou fazer questão de esfregar sua cara na tela.
-Vou poder ir?
-Se quiser, sim. Ainda tenho que vê com a Victoria se ela arranja vaga com essas amizades dela.
-Eu dou um jeito.
-Nada de esbanjar, ouviu? Ainda temos que comprar as coisas pra ele, e mesmo assim não precisa de muito, até por que criança vai crescer.
-Mesmo assim; minha filha vai ter de tudo.
-Filho!
-É menina até que se prove o contrário. –V revirou os olhos e se aconchegou nele. –Amor?
-Hm?
-Nada não, esquece.
-Fala.
-Não, é bobagem.
-Você quer saber se eu ainda vou tornar sua vida um inferno, né? –Ele ficou calado e ela soube que era um sim; o conhecia muito bem. –Isso depende de você.
-Fazendo o que?
-Vamos transar. Se eu gostar, não faço nada, agora se doer...
-Mas a Victoria disse que é perigoso, Vanessa. A bolsa pode estourar durante um orgasmo e...
-Eu sei o que eu estou fazendo. Se preocupe com me agradar. –Fechou os olhos e se entregou ao sono.

[...]

-Não precisam de nada? Remédios, exames rápidos, comida, abraço? –Victoria perguntou na porta do quarto deles.
-Estamos bem, você pode ir. –Chace respondeu desfazendo a mala de Vanessa. Não queria que ela precisasse se abaixar para escolher as roupas, então estava passando as coisas dela para o armário do quarto do hotel.
-Eu preciso de uma coisa. –V disse deitada na cama.
-Diga.
-Preciso que você marque uma consulta num obstetra de Salinas na quarta-feira que vem. Vou ver o sexo do bebê com a minha mãe.
-Sério? Finalmente você me ouviu. –Sorriu. –Então é melhor procurar lojas infantis para irmos depois, não é?
-Não. Compras só em L.A. por que já bastam as minhas roupas, se bem que não entendo porque o Chace quis trazer meus saris.
-Podemos precisar. –Ele respondeu.
-Quando? No Halloween?
-É uma ocasião, mas me refiro aos jantares da empresa.
-Enfim, marque a consulta na parte da manhã.
-Ok, pode deixar. –Victoria fechou a porta sorrindo.
-Vou tomar um banho. –V avisou se levantando.
-Tudo bem. Quer que eu separe um pijama?
-Não, eu mesma faço isso.

     Escolheu uma calça de moletom cinza, uma blusa de malha branca e se trancou no banheiro. Suspirou enquanto retirava o sari. A barriga estava de bom tamanho para uma gestante de quase oito meses, mas ela ainda achava pequena demais. Lembrava de ter lido em algum lugar que o que faz a barriga ser grande é a quantidade de liquido, por isso, não se importava muito. Bufou. Sua cabeça estava confusa. Hora queria o bebê, hora queria morrer. Precisava do apoio de alguém que não fosse o marido, Victoria e Ashley. Tinha perdido contato com Nina e Alex a xingava sempre que possível. Os outros ainda não sabiam da gravidez e ela não sabia como contaria.
     Depois da ducha quente, Vanessa se enxugou e encarou a roupa que tinha separado pra dormir. O tamanho real da barriga ficaria mais do que óbvio e Chace com certeza se assustaria com o isso. Porquê raios tinha escondido a barriga mesmo? Nem ela mesmo sabia, ou melhor, não queria admitir. Fora tola e quis privar Chace de todo o contato possível com o bebê, o que foi em vão já que a criança parecia gostar mais dele do que dela –e olhe que nem tinha nascido ainda.
     V vestiu o pijama enquanto bocejava. Estava exausta, mas ainda assim iria provocar o marido. Ela sentia falta da intimidade que eles tinham antes de tudo sair do lugar, porém não conseguia perdoá-lo pelo que ele lhe feito e usava a desculpa da gestação para culpá-lo e despejar sua ira. Já estava decidido: daria uma outra chance para o companheiro e somente uma. Se ele não fizesse ela se sentir bem e esquecer nem que fosse por um minuto sequer os problemas como fazia antes, ela se voltaria de vez contra ele, mas não pediria o divórcio. Iria atormentá-lo por longos três anos e depois se separaria. Quando pedisse para ficar com a criança, ela falaria a verdade e esse seria seu golpe final.

-Chace? –Ela chamou colocando a cabeça para fora do quarto.
-Oi, o que foi?
-Nada, só queria saber se você estava aqui.
-E para onde mais eu iria?
-Você me entendeu. –Respirou fundo e saiu de trás da porta. Chace arregalou os olhos e se levantou num pulo.
-Desde quando a sua barriga está deste tamanho, Vanessa Crawford? –Xiii, reação errada.
-E-eu não sei.
-Como não sabe? –Estreitou os olhos. –Você estava apertando a sua barriga?
-Não propositalmente.
-Não minta! Não são todos os saris que são apertados, e além disso, existem vestidos de grávidas.
-Eu sei, mas eles sim me apertavam.
-Até parece. –Se aproximou dela. –Porquê você fez isso com o nosso filho?
-Fiz o que, homem? Até parece que o espremi por meses.
-E não foi?
-Não, não foi. A minha barriga só veio ficar assim no mês passado e eu não queria comprar roupas de grávida por que não vou usá-las depois, então, é desperdício.
-Vanessa, tenha dó. Se fosse assim, você andaria só de fralda quando criança por que iria crescer.
-Eu só quis economizar.
-Você tem que entender que o dinheiro que eu ganho é pra ser gasto com você, e principalmente, com o nosso filho. Se não queria comprar roupas, então que usasse top's e leggins já que não saía de casa mesmo.
-E ser expulsa por não estar adequada?
-Só moramos lá por que eu não queria te deixar sozinha, mas se te destratassem, nós nos mudaríamos.
-Claro, porque tudo é muito simples pra você. –Ironizou.
-As coisas são naturalmente simples; você é quem complica. –Bufou. –Era por isso que você escondia a barriga, não era?
-Não, querido marido. A Dona Kalika me falou que não era adequado mostrar a barriga para ninguém além do esposo, e eu nem queria que você visse mesmo.
-Vanessa, seja sincera: você tem vergonha do nosso filho? Tem vergonha de estar grávida?
-Eu não sou esse monstro que você e a Victoria idealizam. Ele está aqui dentro de mim e é claro que eu tenho sentimentos por ele, mas isso não muda o fato de que essa gravidez não foi planejada. Só falamos de filhos uma vez e eu, obviamente, não pretendia engravidar tão cedo, muito menos naquelas circunstancias. Não, eu não sou uma mãe babona que fica falando do bebê o tempo inteiro, fica alisando a barriga e planejando mil coisas para fazerem juntos, porém me preocupo com ele, cuido da minha alimentação por ele, larguei o futuro que eu estava construindo por ele. É meu filho, uma parte de mim e eu quero o seu bem, mas não vou me apegar. Já sofri demais por crianças mesmo sem nem conhecê-las e sei que existe uma grande probabilidade dele nascer morto, morrer no parto, morrer depois de dias e coisas do tipo. Não vou me apegar a ele por que eu não consigo, e eu acho que nunca vou conseguir por que eu não queria e não quero esse filho. Desculpa, mas eu não nasci para ser mãe.
-Já pensou que isso tudo pode mudar assim que vê-lo? Quando você pegar ele no colo pela primeira vez e amamentá-lo...
-Nada é impossível, mas eu não sei se vou querer fazer essas coisas.
-Vanessa, você é a mãe e ele vai precisar de você. –Suspirou. –Você já está planejando a depressão pós-parto antes mesmo dele nascer.
-Eu só preciso de um tempo pra mim, entende? As poucas pessoas que ainda mantenho contato são as mesmas que sabem da gravidez, e adivinha? Não perguntam sobre mim! Faz tempo que ninguém pergunta como eu estou, como foi o meu dia ou simplesmente a minha opinião sobre o clima. É sempre como ele vai, se ele se mexeu, se ele isso ou aquilo. Sempre ele na frente, como se eu não importasse mais pra nada além de carregá-lo na barriga.
-Você está sendo radical. Já te vi conversando normalmente com a sua mãe várias vezes.
-Mas ela não sabe da gravidez, e além do mais, só me pergunta de você, como vai a nossa relação, se estamos de bem, mas nada sobre mim.
-Amor, você sempre foi fechada e seus pais sempre respeitaram isso. Mesmo quando você pediu pra viajar com um estranho e depois só avisou que ia casar com ele. Eu sei que eles se espantaram e falaram que nem nos conhecíamos, como também sei que eles não tentaram te forçar a mudar de ideia ou questionaram seus motivos. Eles podiam te obrigar a voltar pra casa, me denunciar por sequestro e exigir a verdade: se você estava comigo pra esquecer o Efron. Eu sei de tudo isso. Eles, assim como os seus amigos, te amam e você sabe. Até eu sei que a Ashley só pergunta do bebê pra fazer você se interessar no assunto, e digo o mesmo da Victoria. O Alex é do mesmo jeito mesmo me odiando.
-Ele tem seus motivos.
-E eu queria muito saber quais são. Eu sei que fui um babaca e te deixei sem explicar nada, mas não acho que é motivo para tanto ódio. Ele me odeia e muito, não adianta negar.
-Sim, mas o assunto não é esse. Por mais que todos queiram me fazer mudar de ideia, não vou voltar atrás. Eu preciso desse tempo só pra mim de qualquer maneira; preciso me focar na minha vida e no meu futuro.
-Você sabe que tem o meu apoio pra quase tudo. –Passou os dedos delicadamente pela face dela. –Eu amo você e só quero te vê feliz, e nós dois sabemos que no fundo, você também sabe que nosso filho não tem culpa de nada.
-Eu nunca disse que a culpa era dele; eu só não quero tê-lo.
-Não vale a pena conversar com você.
-Se você acha... –Deu de ombros e se deitou. –Pro caso de você voltar do banho e eu já estiver dormindo, um boa noite antecipado. –Se cobriu.
-Boa noite. –Desejou e Vanessa notou o tom forçado. “Não vai ser nessa noite, querido.” ela pensou se acomodando.

     Quando Chace retornou para o quarto, viu que a esposa já estava dormindo. Ela não tivera nenhum desejo estranho nos meses que se passaram, mas em compensação, dormia com uma facilidade assustadora. Analisou a barriga coberta pela malha fina da camiseta e suspirou. Ele entendia que a esposa estava confusa e desgostosa com a situação não planejada, mas tentar privá-lo dos seus direitos? Queria ter a vida que seus colegas pais tinham: chegar em casa do trabalho e após tomar banho, conversar com a esposa sobre o filho, e depois do jantar, brincarem com ele ainda dentro da barriga enquanto planejavam um futuro. Parecia um clichê de novela da tarde com o mocinho e a mocinha, mas era isso que ele queria. A Vanessa sempre pareceu a mocinha da novela pra ele, mas agora, estava pior do que a vilã.
     Deitou-se ao lado dela e observou a forma que os cabelos longos e negros, que ele tanto amava, se espalhava pelo lençol. Lembrou-se da primeira vez que a viu naquele parque perto da faculdade, de como ela foi atenciosa e ao mesmo tempo recatada enquanto explicava que só estava por ali por que esperava uma pessoa, e que não queria derrubar a pasta dele enquanto o ajudava com os papéis.

##########Flashback##########

-Moço, me desculpa, sério. –A morena de cabelos compridos pedia mais uma vez enquanto tentava organizar os papéis na ordem inumerada no rodapé. –Eu não sei porque isso aconteceu, de verdade, nunca fui atrapalhada. Só na dança, mas isso no início e eu já melhorei. –Riu nervosa. –Você não quer saber, eu sei, me desculpa. Eu só estou esperando uma pessoa, me desculpa, eu sei que não deveria estar aqui. É propriedade particular da faculdade, né?
-Sim. –Chace disse curioso. Ela era uma das garotas mais belas que ele já tinha visto desde que chegara em Los Angeles. “Nova demais, também” a consciência dele acusou o fazendo fechar a cara. –Por enquanto, na verdade. É um absurdo a universidade querer ser dona de algo que está fora de seus muros. Já deram entrada no processo de anulação e só nos resta esperar.
-Você está falando daquele abaixo assinado? –Riu de novo. –Não vale nem a pena.
-A população tem direitos.
-E deveres também. O parque foi entregue para a faculdade por que o dono prometeu que iria cuidar dele, coisa que era obrigação dos visitantes. Eles fizeram uma baita restauração aqui, e eu entendo o por que de limitarem as visitas depois. A maioria das pessoas só querem vim pra tirar foto, usar como ponto de referência e até mesmo como banheiro canino. Parques foram feitos para as pessoas passearem, se encontrarem e se divertirem enquanto curtem o ar livre, mas devemos dar assistência também. É como se ele fosse o nosso jardim particular, o que ninguém fez. –Se levantou. –É exatamente por isso que eu não assinei aquela lista.
-Você acha justo ser privada de usufruir de um patrimônio, que pela lei, é público?
-Não, mas também não acho certo acusarem o dono de tomar posse de algo que não é dele, sendo que ele foi por vontade própria se oferecer para cuidar do parque.
-Enquanto exigia privatização.
-Não vejo nada de ruim nisso. Agora as pessoas estão cuidando dos outros parques por que sentem medo de serem privadas também.
-Você não é ingenua a ponto de pensar que ele fez isso por que gosta do lugar, certo? Ele só arrumou por que fica na frente da universidade.
-Eu sei, e acho que com isso, os próprios estudantes vão aprender a usá-lo. –Disse olhando ao redor. –Menos aquela loira aguada que sempre joga o copo de suco no meio do pátio tendo uma lixeira bem na porta de entrada. É um ritual diário. Ela desce do carro com a bebida, vai até o meio do caminho e joga no chão o copo ainda pela metade. Depois que o vento espalha o líquido, o copo vai parar lá na fonte e o segurança acusa o primeiro que ele vê de ter feito isso.
-E como você sabe disso?
-Ele já fez isso com muitas pessoas da minha escola, inclusive comigo também. Cabulei aula uma vez só pra observar o que acontecia já que o copo sempre estava lá. –Negou com a cabeça. –Ele jura que é coisa do meu professor que não se dá com o diretor da faculdade. Meu namorado até filmou, mas disseram que era armação. –Revirou os olhos. “Namorado, Chace. Além de ninfeta, tem namorado.
-Acho que o diretor não sabe disso.
-Sabe sim, senhor, mas como a garota é filhinha de papai e namora com o filho de um dos sócios, fica tudo bem.
-Como você sabe disso? –Chace perguntou estupefato.
-Ele mesmo disse isso. “A senhorita Alicia é filha de pessoas influentes e convive com um de nossos sócios mais importantes, por isso, não posso fazer muita coisa por vocês a não ser pedir para evitar andar pelo parque.” –Engrossou a voz, fazendo-o arquear as sobrancelhas. –Traduzindo é: A garota é rica e namora o filho de um dos sócios, por isso, sumam daqui. –Deu de ombros.
-E você ainda acha certo eles privarem o parque?
-Sinceramente? Eu nem ligo. Afeta nas minhas notas, mas eu procuro contornar a situação apelando pra comida. –Sorriu.
-Não entendi.
-Faço curso de fotografia, senhor. O parque tem belas paisagens, e como não podemos usá-lo, todos são obrigados a procurarem os mesmos parques e fotografarem as mesmas coisas de sempre. Eu procuro apelar pra comida, sabe? Sorvetes e doces são meus favoritos, ainda mais se você derruba no chão e as formigas tomam de conta. –Sorriu.
-Ah, sim. Como você...
-Meu namorado chegou. Com licença e desculpa mais uma vez. –A morena desconhecida disse antes de sair correndo e pular nos braços de um jovem que devia ter a mesma idade que ela. “Esqueça-a.”
##########Flashback##########


     Obviamente ele não havia esquecido dela e nem desistido do parque. Estavam ali, quatro anos depois daquele encontro, casados e com um filho a caminho. Ergueu a mão e acariciou aquele rosto que tinha lhe chamado a atenção por sua beleza e inocência, e roçou a ponta dos dedos naquela boca que parecia ter vida própria. Quantas vezes ele não tinha visto ela e o ex trocando carícias no parque depois da re-abertura e quis estar no lugar dele? Quantas vezes ele não chegou atrasado nas aulas por estar conversando com ela enquanto o ex não chegava? Depois de inúmeras investidas falhas, ela havia rompido a amizade com ele por não saber como lidar com essa “paixonite” que ele tinha por ela. Claro, ele havia corrido atrás e o Efron se meteu dizendo que chamaria a polícia caso o assédio continuasse. Foi aí que ele descobriu a doença e então, passou a evitá-la, o que a fez tentar se aproximar dele. Depois veio o outro exame relevando a hemorragia e ele agiu por impulso indo até a casa do ex dela para ameaçá-lo.
     Por incrível que parecesse, Chace não se arrependia de nada daquilo, afinal, tinha conseguido o que queria e até mais. Filhos! Ele queria te-los em grande quantidade, mas para isso, precisava cuidar da saúde. Victoria tinha lhe confessado que foi um golpe de sorte a gravidez ter dado certo já que ele estava lidando com problemas de esterilidade. Ele tinha que impedir isso. Seu filho ou filha não seria único, de jeito nenhum. Nem que precisasse dopá-la para fazer fertilização em vidro, eles teriam sim mais filhos. Algo lhe dizia que Vanessa ia mudar assim que visse seu filho, mas temia como essa mudança iria afetá-lo. Filhos filhos, maridos a parte. Sorriu negando com a cabeça. Ela tinha colocado toda a responsabilidade numa transa, e para piorar, perigosa. Impotente ele não seria, mas temia machucá-la.
     Bocejou sentindo seu corpo amolecer. O resultado da longa viajem estava começando a aparecer e ele levantou para tomar os remédios. Estava quase voltando pra cama quando quando viu o celular da esposa piscar em cima da cômoda. Viu que era uma mensagem de “ZE ” mas Vanessa tinha desativado a possibilidade de ver a mensagem aberta na tela bloqueada e suspirou. Como ela tinha trocado a senha, ele não tinha outra opção a não ser largar o aparelho e voltar a se deitar. O dia seria longo e bastante complicado, tinha certeza.

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Hello its me! Gente, Quanto tempo, nossa. O capítulo estava pronto aqui há meses junto com o terceiro mas aconteceram tantas coisas comigo que não dá pra resumir. Como algumas sabem, eu tive uns probleminhas de saúde e precise me internar por quase um mês. Eu quase morri. Literalmente! Depois tive que correr atrás do prejuízo na faculdade já que perdi as provas. Me internei outras vezes e escapava pra apresentar seminário mesmo sem ter estudado direito já que estava passando mal haha Quem disse que a vida é fácil? Anyway, estou fazendo meu tratamento e estudando para as provas que faltam para entrar de férias e estou aqui me esclarecendo para vocês! Eu senti muitas saudades de postar aqui. Escrevi na minha história com a Margarida, Como o Dia e a Noite, e agora estou aqui dando o ar da graça para falar que a história não está abandonada!!! Vai ter final SIM. Obrigada a quem comentou. Toda vez que eu leio os comentários eu me acabo de rir. VOCÊS SÃO AS MELHORES!!!! 

4 comentários:

  1. Thata ainda bem que vc tá melhor
    Nem acredito que vc voltou a postar *-*
    Cara....Não sei mais o que pensar da Vanessa
    Mas eu queria ela com o Zac
    Continua logo
    xx

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  2. Nossaaa como ela coloca tudo em uma transa?? A Vane é doida mas eu me divirto muito com ela, eu só gostaria muito de vê-la com o zac. Fico feliz em saber que vc esta melhor e que esta em busca de um tratamento para ficar melhor ainda. 😉 postaa maisss. Estava com saudades da fic. Bjoss

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  3. Ai querida termina a ficha é um das melhores que eu já li.Espero que tenha melhorado 😍😍😘😘

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